17 de junho de 2020

A Nova Revolução Industrial

Por admin

A nova revolução industrial

A 1ª Revolução Industrial aconteceu a partir do ano de 1780 e trouxe o aprimoramento de máquinas a vapor e linhas de montagem. 90 anos depois, a 2ª Revolução deu início ao uso de energia elétrica, aço e motores movidos à combustíveis fósseis. Por volta de 1970, a 3ª Revolução Industrial mudou o mundo com o avanço de tecnologias e sistemas computadorizados. Agora, a 4ª Revolução está presente e é conhecida como Indústria 4.0.

De acordo com o Ministério da Economia (ME), a quarta revolução industrial vai trazer um impacto mais profundo e exponencial do que as três primeiras. Henrik von Scheel, um dos criadores do termo Indústria 4.0 e autoridade em estratégia e competitividade, afirma que a nova revolução vai modificar de vez a vida humana. “Basicamente, vai alterar a nossa forma de viver, trabalhar, consumir, negociar, investir e o modo de nos relacionar com os outros”, assegura.

A Indústria 4.0 é o conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital, virtual e biológico. Apesar das transformações tecnológicas, a base das mudanças decorrentes da 4ª Revolução Industrial não são máquinas. “Não são robôs ou inteligência artificial, o ser humano é o centro da Indústria 4.0”, garante von Scheel.

O termo Indústria 4.0 surgiu pela primeira vez na Feira Industrial de Hannover, em 2011. Após dois anos, o grupo ministrado pelos físicos e empresários Siegfried Dais e Henning Kagermann, com o apoio do Governo Federal Alemão, publicou um trabalho na mesma feira sobre o desenvolvimento da Indústria 4.0. O conceito integra as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia de informação, aplicadas aos processos de manufatura.

A Indústria 4.0 é um novo paradigma que combina técnicas avançadas de produção e operações com sistemas digitais inteligentes. Com isso, é possível vermos empresas digitais não só interligadas e autônomas, mas com capacidade de se comunicar, analisar e usar dados para impulsionar ações inteligentes adicionais de volta ao ambiente físico.

Estudos da consultoria McKinsey revelam que inserir métodos 4.0 podem otimizar a produtividade das indústrias e aumentar a qualidade e a precisão de 15% a 35%. Com isso, vemos produtos mais adequados às necessidades e desejos dos consumidores e não necessariamente a um preço muito acima em função da maior eficiência.

 

Princípios da Indústria 4.0

Existem alguns princípios que configuram o que chamamos hoje de quarta revolução industrial. Para garantir que seu negócio esteja de acordo com o preceito, ele precisa seguir essas características:

Interoperabilidade: a capacidade de máquinas, dispositivos, sensores e pessoas de conectar e comunicar através da Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem.

Descentralização: a habilidade de sistemas ciber-físicos de tomar decisões por conta própria e executar tarefas da forma mais autônoma possível.

Assistência Técnica: habilidade de sistemas de assistência de ajudar humanos ao agregar e visualizar informações sobre a fábrica e, então, sugerir soluções. Além da capacidade de sistemas ciber-físicos de apoiar fisicamente os seres humanos em tarefas exaustivas ou inseguras.

Virtualização: a habilidade de sistemas de informação de criar cópias virtuais das fábricas inteligentes. Permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos.

Capacidade em tempo real: coletar e analisar dados e entregar conhecimento derivado dessas análises de forma instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.

Modularidade: adaptação flexível das fábricas inteligentes para requisitos mutáveis através da reposição ou expansão de módulos individuais.